
Assisti à trilogia das cores já faz tempos, mas ainda falta uma opinião. Existiu na minha vida muita pressão para ver os três filmes (A liberdade é azul, A igualdade é branca, A fraternidade é vermelha), com os meus estudos (por ora interrompidos) de francês, com as minhas conversas (à época) frequentes com a Gabi e com a Janine.
Passei na casa da minha tia e vi uma caixa com os três filmes. perguntei se ela queria me emprestar. Ela quis, e, no fim das contas, deve ter ganhado ou comprado outra, porque me deu aquela. Assisti aos filmes em doses homeopáticas, porque sempre dormimos (eu e a minha mãe) quando nos propomos a fazer sessão de cinema na sala. (Ontem dormi vendo Zelig, do Woody Allen; tentarei terminar amanhã).
Cheguemos então à parte em que vi todos os filmes. Imaginava-os diferentes, para ser sincera. Minha expectativa era outra, mas não me lembro mais qual. Depois de ver algo, a imagem em nossa mente muda e fica difícil resgatar a imagem primeira, a que formamos idealmente. No entanto, imaginá-los diferentes não é algo negativo, sobretudo se se gosta de fator-surpresa.
Gostei da estética dos filmes, das escolhas- até um pouco óbvias- de se evidenciar a cor do título em detrimento às outras. Gostei também das narrativas. As histórias, sim, fugiam do óbvio, e não caem na previsibilidade. O desfecho em A fraternidade é vermelha também.
E se é preciso emitir uma opinião estritamente pessoal: o meu favorito foi o A liberdade é azul.