Quando depositei os papéis sobre a prateleira do armário, alguns grãos de poeira levantaram e encontraram minhas vias respiratórias. Puxei o ar com mais força para meu pulmão, mas meus olhos começaram a lacrimejar. Meio desorientada, dirigi-me ao banheiro, abri a torneira, molhei o rosto. Com uma discrição desnecessária para quem está numa casa vazia, bebi um pouco d'água que se acumulava na forma de concha de minhas mãos. Como se fosse algo feio, proibido. Tentei me recuperar o mais rápido possível, sequei meu rosto na própria roupa e saí do banheiro.
Dei uma olhada superficial em toda a casa, queria saber se me esquecia de alguma coisa. Parecia que não. Abri a porta com alguma dificuldade, a chave enroscava quando chegava à metade de suas voltas na fechadura. Saí. O sol no quintal fazia evaporar rapidamente a água da chuva que caíra havia pouco. Coloquei a chave no bolso, com o pensamento de que não voltaria a encontrar vestígios de Marina, não tão explícitos quanto aqueles dentro da casa. A casa ainda era feia aos meus olhos.
Dei uma olhada superficial em toda a casa, queria saber se me esquecia de alguma coisa. Parecia que não. Abri a porta com alguma dificuldade, a chave enroscava quando chegava à metade de suas voltas na fechadura. Saí. O sol no quintal fazia evaporar rapidamente a água da chuva que caíra havia pouco. Coloquei a chave no bolso, com o pensamento de que não voltaria a encontrar vestígios de Marina, não tão explícitos quanto aqueles dentro da casa. A casa ainda era feia aos meus olhos.
e a sua bicicleta?


